Nosso laboratório utiliza o equipamento Geomachine Ménard 90G com sonda de 60 mm para realizar o ensaio pressiométrico de Ménard em Campo Grande. A sonda é inserida em furo previamente aberto com trado helicoidal de 76 mm, operação que demanda cuidado com a estabilidade da parede do furo. Em terrenos com presença de argila vermelha típica da formação Serra Geral, comuns no centro da cidade, a sonda expande radialmente e registra a curva tensão-deformação. Obtemos assim o módulo pressiométrico (Em) e a pressão limite (Pl). Antes de iniciar, verificamos o sistema de calibração de volume e pressão conforme a NF P94-110. O ensaio é complementado com a classificação de solos para correlacionar os parâmetros com a litologia local.

O módulo pressiométrico Em varia de 2 a 12 MPa em argilas de Campo Grande, com relação K entre 4 e 8.
Abordagem e escopo
Considerações locais
Entre o bairro Centro, com solo arenoso compacto, e a região do Jardim Paulista, onde predomina argila mole, a diferença no módulo pressiométrico pode chegar a 10 MPa. Ignorar essa variação leva a recalques diferenciais em edificações de até 40 mm. O ensaio pressiométrico de Ménard em Campo Grande detecta essas transições com precisão. Em solos colapsíveis, comuns na zona norte, a pressão limite cai abaixo de 0,5 MPa. Realizar o ensaio antes da fundação evita patologias caras. A correlação com o SPT é calibrada localmente para cada formação geológica.
Normas de referência
NF P94-110 (ensaio pressiométrico), ABNT NBR (standard test method for pressuremeter testing), NBR 6122:2019 (projeto e execução de fundações), Manual Geomachine Ménard 90G (calibração e operação)
Serviços complementares
Ensaio de SPT com amostrador
Executamos sondagem SPT em Campo Grande com amostrador Raymond de 2 polegadas. Medimos N-SPT a cada metro e coletamos amostras deformadas para classificação tátil-visual. Ideal para correlacionar com o pressiométrico.
Ensaios de laboratório
Realizamos granulometria (ABNT NBR 7181), limites de Atterberg (ABNT NBR 6459) e compactação (ABNT NBR 7182) em amostras de Campo Grande. Dados complementares para projetos de fundações e pavimentos.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Parâmetros típicos
Consultas frequentes
Qual a diferença entre o ensaio pressiométrico de Ménard e o CPT?
O pressiométrico mede a deformabilidade do solo em furo pré-existente, com expansão radial controlada. O CPT (cone penetration test) mede resistência de ponta e atrito lateral em penetração contínua. O pressiométrico fornece módulo Em e pressão limite Pl; o CPT fornece qc e fs. Em Campo Grande, usamos o pressiométrico para fundações profundas e o CPT para perfis contínuos de resistência.
Quanto custa o ensaio pressiométrico de Ménard em Campo Grande?
O valor referencial para o ensaio pressiométrico de Ménard em Campo Grande fica entre R$ 2.200 e R$ 2.940 por ponto, dependendo da profundidade e da quantidade de pontos. Consulte-nos para cotação com base no seu projeto.
Em quais tipos de solo o pressiométrico é mais indicado?
O ensaio funciona bem em argilas, areias e siltes, desde que o furo se mantenha estável. Em Campo Grande, é eficaz em argilas vermelhas da formação Serra Geral e em areias argilosas do planalto. Em solos muito moles ou colapsíveis, a sonda pode perder contato com a parede do furo, exigindo pré-furo com revestimento.
O ensaio pressiométrico substitui o SPT?
Não substitui, mas complementa. O SPT fornece índice de resistência (N-SPT) e amostra. O pressiométrico fornece módulo de deformabilidade e pressão limite, essenciais para cálculo de recalques e capacidade de carga. Em Campo Grande, usamos ambos em projetos de edifícios de médio porte para otimizar o dimensionamento de fundações.