A ABNT NBR 13896:1997 estabelece os critérios para projeto de aterros sanitários, e em Campo Grande, onde o lençol freático é raso em vários bairros como o Nova Lima, a geotecnia de aterros sanitários exige atenção redobrada. Trabalhamos com ensaios de permeabilidade in situ e laboratório para determinar o coeficiente k do solo de fundação, essencial para dimensionar o sistema de drenagem de chorume. Complementamos os estudos com georradar GPR para mapear possíveis caminhos preferenciais de fluxo antes da instalação da camada de impermeabilização.

A NBR 13896 exige coeficiente de permeabilidade ≤ 10⁻⁶ cm/s na base do aterro; em Campo Grande, isso só se alcança com controle rígido de compactação.
Abordagem e escopo
Considerações locais
Um erro frequente em Campo Grande é ignorar a variação sazonal do nível d'água. Construtores locais já compactaram a base do aterro no período seco, sem prever a subida do freático nas cheias. Resultado: a camada impermeabilizante perde eficiência e o chorume migra lateralmente. A geotecnia de aterros sanitários bem feita exige monitoramento piezométrico por pelo menos um ciclo hidrológico completo antes da liberação da obra.
Normas de referência
ABNT NBR 13896:1997 - Aterros sanitários de resíduos não perigosos, ABNT NBR 8419:1992 - Apresentação de projetos de aterros sanitários, ABNT NBR 7182:2016 - Ensaio de compactação (Proctor), ABNT NBR 14545:2000 - Determinação do coeficiente de permeabilidade
Serviços complementares
Ensaios de permeabilidade in situ
Executamos ensaios de carga constante e variável em poços e furos de sondagem para determinar o coeficiente k real do solo de fundação, conforme NBR 14545.
Estudo de estabilidade de taludes
Análise de estabilidade dos maciços de resíduos e taludes de contenção, com parâmetros geotécnicos obtidos em ensaios triaxiais e de cisalhamento direto.
Projeto de drenagem de chorume e gases
Dimensionamento hidráulico de drenos, geomantas e sistemas de captação, baseado na permeabilidade do solo e na vazão esperada do percolado.
Parâmetros típicos
Consultas frequentes
Qual a profundidade mínima do lençol freático para instalar um aterro sanitário em Campo Grande?
A NBR 13896 exige que o fundo do aterro fique a pelo menos 1,5 m acima do nível máximo do lençol freático. Em Campo Grande, onde o freático varia entre 1,5 m e 4,0 m, é comum exigir estudos piezométricos sazonais para definir a cota segura.
Que tipo de solo é mais adequado para a base do aterro?
Solos argilosos com baixa permeabilidade (k ≤ 1×10⁻⁶ cm/s) são os mais indicados. Em Campo Grande, as argilas siltosas do bairro Centro e as areias argilosas do Jardim Veraneio podem ser usadas, desde que compactadas adequadamente.
Qual o custo médio de um estudo geotécnico para aterro sanitário em Campo Grande?
É obrigatório fazer ensaio de compactação Proctor para a base do aterro?
Sim, a NBR 7182 exige o ensaio de compactação para definir a curva de compactação e o grau de compactação mínimo (≥ 95% do Proctor Normal). Sem ele, não é possível garantir a estanqueidade da camada de base.